Coimbra, Agosto de 2007
É uma da manhã. A casa está só para nós. No teu quarto, acendemos a luz pequenina do teu candeeiro cor-de-laranja. A janela está aberta, para deixar entrar a brisa quente das noites de Verão. A banda sonora é aquela que começou a tocar no dia em que nos beijámos pela primeira vez; pomos a mesma música a tocar pela noite fora e desejamos que ela nunca termine. Lá fora, não há muito movimento, mas nós soubemos, naquele momento, que o silêncio da imagem daquela rua à noite iria ficar, para sempre, nas nossas memórias...
O mundo exterior a nós, não existe. Somos só eu e tu. Partilhamos histórias e brincadeiras; trocamos carinhos e sorrisos, nos intervalos dos cigarros que vamos acendendo; e a janela do teu quarto vai guardando segredos que mais ninguém iria compreender. O pêssego com chocolate veio depois.
Entretanto, os teus braços transformam-se no lugar onde eu quero ficar, para sempre. Só adormecemos, quando os primeiros raios de luz começam a surgir pela janela... O mundo lá fora já está a acordar e nós não precisamos de viver essa realidade. Fechamos a janela, apagamos a luz do teu candeeiro cor-de-laranja, deixamos a música a tocar e adormecemos num mundo que só precisa de mim e de ti para existir na perfeição.
Mais tarde, apercebemo-nos de que nunca vamos voltar a viver noites assim... Mas conforta-nos saber que, enquanto eu e tu formos um só, ao som da nossa banda sonora de sempre, o nosso mundo é eterno.
O mundo exterior a nós, não existe. Somos só eu e tu. Partilhamos histórias e brincadeiras; trocamos carinhos e sorrisos, nos intervalos dos cigarros que vamos acendendo; e a janela do teu quarto vai guardando segredos que mais ninguém iria compreender. O pêssego com chocolate veio depois.
Entretanto, os teus braços transformam-se no lugar onde eu quero ficar, para sempre. Só adormecemos, quando os primeiros raios de luz começam a surgir pela janela... O mundo lá fora já está a acordar e nós não precisamos de viver essa realidade. Fechamos a janela, apagamos a luz do teu candeeiro cor-de-laranja, deixamos a música a tocar e adormecemos num mundo que só precisa de mim e de ti para existir na perfeição.
Mais tarde, apercebemo-nos de que nunca vamos voltar a viver noites assim... Mas conforta-nos saber que, enquanto eu e tu formos um só, ao som da nossa banda sonora de sempre, o nosso mundo é eterno.
Aveiro, Dezembro de 2009
Já passaram dois anos e essas noites continuam bem claras na minha memória. Há alturas em que preciso de fechar os olhos e reconstruir cada história partilhada, cada brincadeira vivida, cada cigarro devorado, cada bocadinho dessa noite, para adormecer com a certeza de que tudo aquilo não foi apenas um sonho.
E há noites em que desejo, com muita força, poder voltar àquele quarto. Hoje, é uma delas.
E há noites em que desejo, com muita força, poder voltar àquele quarto. Hoje, é uma delas.
2 comentários:
Oh, está tão bonito o que aqui escreveste, Inês! ^^
Eu sempre disse que a vossa história é a mais bonita, e vocês são uns sortudos por terem vivido isso e por, depois de tudo, se terem sempre um ao outro. E mesmo que o tempo não volte atrás, essas noites nunca vao deixar de existir, porque vocês vão vivê-las sempre que se abraçarem, e se sentirem um ao outro! E agora, 2 anos depois, e daqui para frente, têm e vão ter outras coisas para viver, tão boas como essas noites, pois é? :)
[*]
O Rui Veloso diz e com muita razão que "já não há histórias de amor, por não haver quem acredite", mas se o que ele diz é uma verdade incontestável, não é menos verdade que o amor existe e que histórias à volta dele, são também uma realidade, precisamente por existir no mundo corações capazes de sentir verdadeiramente o que esse sentimento tão gigante é.
É reconfortante que as pessoas ainda acreditem, ainda sintam e ainda se alimentem dele.
Que a chama do teu amor não se apague nunca e que em nenhum momento sintas que não sabes receber, ou retribuir.
Um beijinho no teu coração bonito e o desejo que o mundo, independentemente da forma que ele se manifeste, saiba valorizar e respeitar o amor na sua forma mais singela de existir.
:) [*] xi e beijinho
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