Nasce o sol, começa um novo dia.
Hoje, sorrimos, dançamos, brincamos, passeamos, conversamos, trocamos ideias, partilhamos momentos... Vivemos um dia mais ou menos cheio, mais ou menos quentinho, mais ou menos bonito.
O sol esconde-se, a noite visita-nos. As casas ficam preenchidas pelo silêncio, as janelas fecham-se e o mundo vai dormir. Só resto eu, aqui... Enquanto devoro as caixas de chocolate que me fazem companhia nestas horas da noite, os episódios daquelas séries todas vão sendo projectados, um atrás do outro; até olhar para o relógio e pensar que já chega (daqui a nada, o mundo já está a acordar...). É aí que começam a tocar aquelas músicas que fazem parar o tempo. Depois disso, é automático: as fotografias passam à minha frente, umas atrás das outras, e eu sou invadida por memórias deste e doutros tempos... Não importa porquê, não é nada nem ninguém específico, e vocês próprios também sabem como funciona. É simples: há melodias que nos transportam para tudo o que de bom e de mau já foram, são e serão as nossas vidas. Relembro sorrisos, lágrimas, olhares, abraços, gestos, palavras feias, conversas inesquecíveis, momentos únicos, partidas de uns e chegadas de outros, perdas, vitórias, grandes lutas, longos caminhos, amores e desamores... Memórias desde 1987 até ao presente.
Sou interrompida por um raio de luz. Olho para a janela do terraço, o sol já está a espreitar. Uma vez mais, é automático: esboço um sorriso e é aí que tenho a certeza - eu sou uma privilegiada.
Nasce o sol, começa um novo dia.
Bom dia, mundo! *
Hoje, sorrimos, dançamos, brincamos, passeamos, conversamos, trocamos ideias, partilhamos momentos... Vivemos um dia mais ou menos cheio, mais ou menos quentinho, mais ou menos bonito.
O sol esconde-se, a noite visita-nos. As casas ficam preenchidas pelo silêncio, as janelas fecham-se e o mundo vai dormir. Só resto eu, aqui... Enquanto devoro as caixas de chocolate que me fazem companhia nestas horas da noite, os episódios daquelas séries todas vão sendo projectados, um atrás do outro; até olhar para o relógio e pensar que já chega (daqui a nada, o mundo já está a acordar...). É aí que começam a tocar aquelas músicas que fazem parar o tempo. Depois disso, é automático: as fotografias passam à minha frente, umas atrás das outras, e eu sou invadida por memórias deste e doutros tempos... Não importa porquê, não é nada nem ninguém específico, e vocês próprios também sabem como funciona. É simples: há melodias que nos transportam para tudo o que de bom e de mau já foram, são e serão as nossas vidas. Relembro sorrisos, lágrimas, olhares, abraços, gestos, palavras feias, conversas inesquecíveis, momentos únicos, partidas de uns e chegadas de outros, perdas, vitórias, grandes lutas, longos caminhos, amores e desamores... Memórias desde 1987 até ao presente.
Sou interrompida por um raio de luz. Olho para a janela do terraço, o sol já está a espreitar. Uma vez mais, é automático: esboço um sorriso e é aí que tenho a certeza - eu sou uma privilegiada.
Nasce o sol, começa um novo dia.
Bom dia, mundo! *
2 comentários:
Sei o que isso é.. A nossa vida constrói-se e reconstrói-se através das memórias que vamos guardando com o passar dos anos. Essas memórias podem muitas vezes ser "perigosas", "traiçoeiras", mas isso é outro assunto.
Está muito bonito o texto que escreveste :) *
Bonito texto, Nês. * Ter memórias é bom, mas também muito mau. A escolha do lado somos nós que a fazemos através da nossa razão. Vejo que escolheste o lado certo e hoje vives bem com as tuas recordações. Isso não é bom, é óptimo. [*] A vida não nos deixa avançar, se não ajustarmos contas com o passado.
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