sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


Eugénio de Andrade

1 comentário:

Joana disse...

Este poema é muito bonito, e tem muito que se lhe diga! Eu sei bem como são esses sorrisos :) *