Todas as viagens que fazemos são uma: a única e a mesma.
Todas começam connosco a sair de casa, levando na bagagem uma ideia, uma esperança, um sonho de qualquer coisa.
Todas terminam connosco a regressar a casa, vindos já de uma outra que entretanto construímos no lugar para onde fomos.
Voltamos sempre diferentes; quando corre bem a viagem, já não voltamos.
Quando se visita o vazio, o absoluto, a tempestade e a bonança, é impossível regressar.
São idas sem volta...
Voltamos sempre diferentes – uma lente riscada, um coração partido, uma cicatriz, uma memória de um repente de perfeição.
Para sempre...
Vozes Sem Rosto
1 comentário:
Que orgulho na Nesi :) Guiné está no teu coração e tu estás no coração da Guiné, e sabes que sim! :) *
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