No tempo em que éramos felizes, não chovia. Levantávamo-nos juntos, abraçados ao sol. As manhãs eram um céu infinito. O nosso amor era as manhãs. No tempo em que éramos felizes, o horizonte tocava-se com a ponta dos dedos. As marés traziam o fim da tarde e não víamos mais do que o olhar um do outro. Brincávamos e éramos crianças felizes. Às vezes, ainda te espero como te esperava quando chegavas com o uniforme lindo da tua inocência.
Há muito tempo que te espero. Há muito tempo que não vens.
José Luís Peixoto,
para dizer o que eu não posso... *
1 comentário:
É isso mesmo,pois é...[*]
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