domingo, 31 de outubro de 2010

No tempo em que éramos felizes, não chovia. Levantávamo-nos juntos, abraçados ao sol. As manhãs eram um céu infinito. O nosso amor era as manhãs. No tempo em que éramos felizes, o horizonte tocava-se com a ponta dos dedos. As marés traziam o fim da tarde e não víamos mais do que o olhar um do outro. Brincávamos e éramos crianças felizes. Às vezes, ainda te espero como te esperava quando chegavas com o uniforme lindo da tua inocência.
Há muito tempo que te espero. Há muito tempo que não vens.

José Luís Peixoto,
para dizer o que eu não posso... *

1 comentário:

Ana Beatriz disse...

É isso mesmo,pois é...[*]